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domingo, 24 de dezembro de 2017

O NASCIMENTO DE JESUS CRISTO



Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.

Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria.

E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.

Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galiléia para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.

Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.

Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, 
e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos.

E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados.

Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: 
Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. 
Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura".

De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: 
"Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor".

Quando os anjos os deixaram e foram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: "Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer".

Então correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura.

Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino, 
e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados.

Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração.

Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito.


quinta-feira, 15 de junho de 2017

ANJOS HUMANOS


Anos atrás fui a uma prova de concurso público em Sobral, onde tive que pernoitar. Só não fiz algo básico: a reserva em pousada ou hotel. Confiava que, numa cidade do porte da Princesa do Norte, haveriam vagas suficientes quando lá chegasse. Mas não haviam. Cheguei no sábado pela tarde e a prova era domingo de manhã. Todos dormitórios reservados. A cidade lotada de candidatos, vindos de todos cantos, inclusive de fora do Estado; gente chorando, gente que não encontrava mais vaga em lugar nenhum. Era o estresse véspera de prova.

Lembro-me que, logo na primeira pousada que fui - a única que eu tinha o contato - um senhor ali hospedado de pronto resolveu me ajudar. Sua profissão: mágico de festa infantil. Estava de passagem por Sobral. Mas era um mágico que falava o tempo todo sobre Jesus Cristo, um evangelista. Era já fim de tarde e seguimos a pé, pelo centro da cidade, procurando vaga. Não encontramos. Foi muita inexperiência minha.

Naquele dia fiquei apreensivo, mas ainda assim havia paz em mim, até estranhei, depois do episódio. Senti uma segurança interior tão forte e rara que, quando caminhávamos na rua, tive até vontade de rir da situação, andando e pensando: “vou ficar quieto e ver o que Deus vai fazer”. Voltamos então e aquele mágico conseguiu, conversando muito com o proprietário, abrir uma exceção e me alocar na sua pousada. No fim daquele dia abri as Escrituras e caiu nessa passagem: “pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia” (Salmo 59:16).

Deus sempre coloca anjos em nossos caminhos; nós é que nem sempre percebemos. Em sua maioria são seres espirituais, mas há também aqueles de carne e osso, anjos humanos, humanos anjos, caminhando contigo na rua, em casa, no trabalho, oferecendo ajuda, despretensiosamente, a quem precisa. É fascinante quando encontramos àqueles a quem Deus usa para o nosso cuidado, mas igualmente é compensador quando nós também nos dispomos a sermos anjos nas mãos do Senhor, em favor de quem carece de auxílio, no momento da precisão.


Cesário Pinto


Itapajé – CE, 07 de Junho de 2017.