O FRADE DE PEDRA
(ANTONIO MARTINS)
Era da tarde ao fim, o que vi de perto
Já das brumas da noite o vulto incerto...
Um gigante de pé;
Depois, à luz do dia contemplei-o
Fui mais perto, mais perto, o mesmo enleio...
“Infinito Galé”!
Como êle é magestoso! Viu passarem
Com os séculos gerações a se abismarem
Na tumba das idades;
Sentinela do mundo no seu porto
Tem das procelas rugas, pelo rosto
Sucos das tempestades.









